domingo, 20 de janeiro de 2008

Ai a morte! Ou coincidências

A minha filhota hoje,lá longe no seu País de Gales, chamava-me insistentemente pelo msn, para me dizer: -Sabes mãe, um amigo meu com a minha idade, morreu hoje de acidente de automóvel.
Visivelmente incomodada com tal acontecimento acrescentou:-Sabes, tantas vezes andei com ele de carro. Já viste? Ao que lhe respondi:-Ainda bem, filha ,que estás em Lampeter!

E, na verdade, as coincidências nesta vida são muitas. Já ouvi alguém dizer que se chama coincidência a algo que Deus realizou, mas não quis assinar. Será que este lugar comum se aplica também a estas coincidências?


Será a nossa vida um conjunto de felizes coincidências até à hora X? Andamos, driblando pelo caminho da vida e tentando inconscientemente enganar a morte? Será a nossa vida um bilhete de lotaria, onde nos vão saindo as terminações, até aquele momento?

Ou pelo contrário, num período ante-vida delineámos esse caminho, decidindo nesse momento X ter cumprido a nossa missão de vida?


Sorte madrasta esta a, de não nos lembrarmos da nossa missão de vida e do seu mapa. De certeza que, se tivéssemos um vislumbre deste poderíamos de um modo muito mais satisfatório realizar a nossa missão nesta vida, não sofrendo e não fazendo sofrer.


Não de um modo prepotente como alguém que eu conheço muito bem, decidiu ser toda a vida um crápula, para, nos últimos tempos e face à aproximação da morte se emendar e começar a ser " um bom cristão" e, se lamentar como é triste estar só como um cão. Esquece-se tal personagem que nesta vida colhemos o que semeámos e que, se ele plantou sofrimento, só poderá ter sofrimento agora( Maldito karma!).

Mas, mesmo assim eu bem que gostava de saber, qual o valor de uma mudança, pela aproximação da morte, de alguém que tudo desprezou e que agora como teme a prestação de contas lá em cima, quer levar algo para contar. Coitado!

Vou-me mas é deitar! Boa noite.





Quantas vezes nos preocupamos com mesquinhices

1 comentário:

CURA MÁGICA disse...

Ana Lua
A filha, lá no País de Gales, felizmente não fazia parte do destino do amigo. Ele partiu na sua altura e, provavelmente, da forma que escolheu e planeou. E, por lógica, assim renasceu. Ainda hoje e a propósito do acidente dos TAM no Brasil, ouvi alguém dizer, que todos as vítimas foram na sua hora e que, todos, iremos na nossa hora.
Parece-me haver, após este teu relato, uma certa confusão e uma ausência de decisão, equacionando correctamente os factores.
É um assunto para ser explanado, pois, no fundo, julgo que todos nós já nos questionamos dobre ele. E também sobre o restante do corpo da tua comunicação.
É bom escreveres e compulsares o que já sabes, porque, provavelmente, já adquiriste, "quiçá" por outras vias.
Falas em coincidências, mas percebo ali mais sincronismo que coincidência. Relê Yung e talvez compreendas que "tudo tem a ver com tudo"
Parabens pela tua coragem e pela tua qualidade, que não me canso de apreciar.
Beijinhos
CM